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16jun/10

Tintas e Impressos de Segurança (Post V)

No último post da série falamos sobre o sistema de segurança nos cheques.

Vamos continuar com o assunto cheques, pois temos mais alguns detalhes a explorar.

No post do último dia 08, falamos sobre duas modalidades de fraudes em cheque: a rasura e a clonagem.

Hoje vamos mostrar um pouco mais sobre fraudes em cheque, listando as fraudes (falsificações, adulterações, clonagens) mais comuns, de acordo com o sistema bancário, no Brasil.

As fraudes mais comuns em cheques

  • Clonagem pura: utilizando dados extraídos de um cheque roubado ou simplesmente os dados bancários "roubados" de alguém, os golpistas podem clonar (fazer cópias de boa qualidade ou, às vezes, redesenhar) talões inteiros de cheques imprimindo-os com uma impressora a jato de tinta ou laser de boa qualidade.
  • Folhas Brancas: os golpistas adquirem folhas originais de cheques em branco (sem os dados de agência, conta etc...), normalmente roubadas de agências ou caixas automáticos. Usando uma impressora a jato ou laser, completam as folhas com dados obtidos através de cheques ou documentos roubados e depois as utilizam em conjunto com documentos falsos ou roubados.
  • Raspadinha: com uma lamina de barbear são raspados alguns números de série do cheque roubado e são colocado no lugar outros números, normalmente utilizando "caracteres removíveis adesivos".
  • Caneta que Apaga: na hora de preencher o cheque o golpista oferece uma caneta hidrográfica do tipo que apaga facilmente com uma simples borracha (à venda em papelarias), como se fosse lápis. Depois é só ele apagar e trocar o valor original por um maior, deixando a assinatura.
  • Lavagem: usando um cotonete e água sanitária (ou outro produto químico) os golpistas apagam o valor escrito no cheque e depois escrevem o novo valor (procedimento quase impossível hoje, por causa das medidas de segurança no papel e nas tintas do cheque).
  • Cirurgia de cheque: usando um bisturi os golpistas retiram uma lâmina do papel do cheque com os números de série de cheques roubados e depois colam partes de outra folha de cheque do mesmo banco, modificando assim os números de série. Desta maneira o cheque não será bloqueado automaticamente.
  • Aproveitamento de espaço: o golpista aproveita espaços deixados no preenchimento do cheque para alterar o valor. Assim um cheque de 50 R$ pode virar um cheque de r$-150- ou de R$-500-. O nome do beneficiário também pode ser alterado da mesma forma, para aproveitar cheques roubados de malotes. Tem casos nos quais estas alterações são muito grosseiras.
  • Maquina de escrever: cheques preenchidos com maquina de escrever que utiliza fita plástica são fáceis de adulterar pois os caracteres e valores podem ser facilmente apagados e substituídos.
  • Recorte: usando um bisturi ou lâmina de barbear é recortado o cheque de maneira que possa ser aproveitada a parte onde tem a assinatura (e às vezes a parte com os números de série). Depois é recortada de uma outra folha a parte que falta e assim o golpista terá um cheque assinado em branco.

A seguir um exemplo de cheques clonados, depois de remontagem e redesenho (os primeiros dois), comparados com um cheque verdadeiro do mesmo banco (o terceiro). Vale mencionar que o logotipo do banco (removido por solicitação do mesmo) nos cheques clonados é sensivelmente diferente do original, assim como vários outro detalhes, e, sobretudo, a linha de segurança é igual nos dois primeiros cheques (os clonados), mesmo tendo numeração diferente.



Algumas outras informações úteis sobre cheques:

Em relação a fraudes com lavagem do cheque, vale notar que hoje a maioria dos cheques tem uma característica de segurança contra lavagem com produtos a base de hipoclorito de sódio (água sanitária) ou álcool. Quando em contato com estas substâncias, aparece a escrita "ANULADO" ou "NULO" (chamada de "Fundo Nulo"). Esta reação é provacada pela tinta de segurança impressa no cheque.

Existe determinação do Banco Central que diz que todos os cheques devem ter tintas reagentes a solventes orgânicos e inorgânicos (cloro, acetona, benzina, éter, álcool ...). A utilização destas substâncias, para tentar apagar dados contidos no cheque, provoca manchas e borrões que não podem ser eliminados ou consertados, invalidando o cheque de forma definitiva.

Normalmente os cheques de melhor qualidade, de um ponto de vista da segurança, são aqueles que tem duas linhas de segurança, uma em correspondência a onde se escrevem os valores em números e outra aproximadamente na metade do espaço onde se escreve o valor em letras.

Alguns cheques,  já vem com marcas d'água no papel para limitar mais ainda possíveis clonagens e outras adulterações.

Os bancos, em sua maioria, investem constantemente e consistentemente no desenvolvimento dos sistemas de segurança usados nos próprios meios de pagamento, entre os quais os cheques. Quase sempre além das determinações do BC. Existe um interesse explícito dos bancos em reduzir ao máximo a possibilidade de fraudes, que afetam suas operações e imagem, além de gerar desgaste com os clientes.

A Sellerink tem uma ampla linha de tintas de segurança, especialmente desenvolvidas para impressão de cheques. Para todas as fraudes listadas existe uma ou mais tintas que podem inibir tais fraudes.

Se você quer saber mais sobre tintas de segurança Sellerink, visite o  nosso site www.sellerink.com.br, clique no menu produtos e depois escolha tintas de segurança na tabela de produtos. Todas as tintas de segurança da Sellerink estão listadas e descritas.

Vamos continuar com a séria Tintas e Impressos de Segurança e vamos mostrar brevemente outros impressos (além do cheque) e outros produtos que podem se beneficiar das tintas de segurança, aumentando consideravelmente seu valor agregado.

Obrigado.

Marcos Anghinoni - Diretor de Vendas

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Fonte:

Fraudes.org, monitor das fraudes (site) (textos e imagens)

Banco Central do Brasil

Casa da Moeda do Brasil

Arquivos Sellerink

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