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8jun/10

Tintas e Impressos de Segurança (Post III)

No último post sobre Tintas e Impressos de Segurança, falamos sobre o falsificador e o mais famoso deles, cuja história inspirou Holywood.

Agora vamos falar sobre falsificações, aquelas que acontecem no dia-a-dia e são mais comuns do que podemos imaginar. Neste post vamos falar sobre fraudes em cheques. Em outros posts vamos falar também sobre fraudes em outros impressos de segurança, inclusive embalagens.

Fraudes: Cheques Roubados, Falsos, Clonados ou Adulterados

chequeclonado

Cheques, principalmente pré-datados, são alvos fáceis de estelionatários que, com alguma técnica ou muitas vezes nenhuma, mudam seu valor. Os golpes variam desde a adulteração grosseira - na qual 6 reais podem virar 600 - até a utilização de produtos químicos que "lavam" o valor escrito, canetas que apagam com borracha (sempre utilizar a própria caneta pra assinar, não aceitar canetas de terceiros), montagem e colagem de folhas e clonagem de talonários.

Segundo a ABRACHEQUE (Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques), o avanço da tecnologia e o aperfeiçoamento das máquinas de impressão facilitam a ação dos fraudadores.
Uma estimativa da ABRACHEQUE indica que cerca de 20% cheques devolvidos no ano, tenham como causa da devolução roubo, clonagem ou outras fraudes.

Uma das fraudes mais freqüentes contra o varejo, comércio e os meios de pagamento em geral, é a clonagem de folhas e talões de cheque. Não se considera "fraude" a simples emissão de cheques sem fundos.

Entre as formas de clonagem, estão a manual, em que é utilizada uma folha de cheque verdadeira, com o nome sendo apagado, e a mecânica, onde é usada a impressão a laser de folhas de cheque em nome de usuários verdadeiros ou não.

Nesse tipo de fraude, o consumidor pode ter passado um cheque que foi repassado para uma equipe de fraudadores. Utilizando as informações verdadeiras do cheque do cliente, os fraudadores podem vir a emitir outras folhas falsas.

Para que o cheque seja clonado não é preciso nem que o talão tenha sido furtado ou extraviado. O Banco Central (BC) já recebeu denúncias de que esse tipo de crime pode atingir de surpresa o cliente que está de posse do seu talão. O próprio BC sugere que os clientes dos bancos só emitam cheques nominativos mesmo que o pagamento a fazer seja de pequeno valor.

O BC reconhece que entregar um cheque hoje para um desconhecido é um grande risco. Isso porque esse cheque pode ir passando de mão em mão e cair nas garras de um criminoso. Com o cheque em mãos, a quadrilha pode clonar um talão inteiro, colocando nos cheques falsos a mesma seqüência de numeração do verdadeiro, treinar a assinatura do cliente e sair por aí dando cheques no comércio ou mesmo tentar sacar o dinheiro diretamente no caixa do banco.
Este, de certa forma, é outro tipo de fraude ligado ao conceito de "Roubo de Identidade".

Quando o cliente descobrir pode ser tarde. Se o banco não desconfiar e ligar para confirmar a emissão e o valor do cheque, ele só vai descobrir na hora que tirar um extrato para controle e verificação do saldo. Aí a dor-de-cabeça será grande. O cliente terá que entrar em contato com o banco, explicar o que aconteceu, sustar todos os documentos, denunciar o crime à polícia e ao BC e aguardar, pacientemente, que a situação seja resolvida.

Infelizmente os bancos, geralmente, demoram para ressarcir o cliente e ele pode ficar com a conta à descoberto devido aos cheques falsos ou, no mínimo, pagando o cheque especial enquanto o estorno não é feito. O BC informa que é obrigação do banco ressarcir o cliente, inclusive devolvendo também a parcela de juros que foi cobrada no cheque especial por conta do débito do cheque falso em conta corrente.
Em defesa da demora dos bancos nos ressarcimentos, deve se dizer que eles também são vítimas dos golpistas e em muitos casos tambem de aproveitadores que simulam falsos golpes. Por esta razão é justo que sejam feitas todas as necessárias e, infelizmente, demoradas averiguações.

O cliente que sofreu o golpe pode também continuar recebendo telefonemas de cobrança da praça onde o falsário passou aplicando o golpe. Outro risco é o do cheque ser usado num esquema de lavagem de dinheiro (isso vale sobretudo para cheques de valor mais alto). O cliente dá um cheque sem discriminar para quem em São Paulo e depois pode ser surpreendido com o uso indevido desse documento em qualquer região do País. Até explicar o que de fato aconteceu o cliente inocente pode virar um suspeito até mesmo para a polícia.

Duas modalidades das mais praticadas de golpes com cheques por quadrilhas, são:

Cheque rasurado  (modelo)
Cheque rasurado (modelo)

1) A rasura quase que microscópica da numeração de cheque, cujo objetivo principal é passar como normal um cheque com ocorrência de roubado. Trata-se de trabalho muito bem feito, realizado por profissionais, e que a olho nu é de difícil identificação, sendo necessário, às vezes, o uso de lupa 10x para sua detecção.

Cheque clonado - Modelo
Cheque clonado - Modelo

2) A clonagem/montagem de cheques, seja por fabricação caseira - montagem do cheque através de imagem escaneada que depois é impressa em jato de tinta, por off-set (impressão em gráfica clandestina) ou então por meio de formulários em branco que foram roubados de alguma agência bancária e sucessivamente completados com os dados de agência/conta/números/cliente... através de impressão laser ou jato de tinta.

No próximo post vamos continuar com o assunto cheques. Vamos mostrar os sistemas de segurança nos cheques, e as dicas profissionais para se evitar dores de cabeça. E as tintas Sellerink especialmente desenvolvidas para ajudar a combater as falsificações em cheques.

Referência e agradecimentos:

Fraudes.org | Banco Central do Brasil | Instituto de Criminalística PR | Casa da Moeda do Brasil

Obrigado.

Marcos Anghinoni - Diretor de Vendas

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