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16nov/11

Controle da Cor V

Nosso último post da série Controle da Cor foi em 27 de maio. Retomando, fechamos o post falando sobre a CIE/Lab, ou CIELAB, que é um estudo indispensável quando falamos sobre controle da cor.

Então vamos lá !

CIELAB

CIELAB é um espaço de cor uniforme (uniform colour space) (UCS), introduzido em 1976 pela Comissão Internacional de L'Éclairage (CIE, traduzido, a Comissão Internacional de Iluminação, ou ICI).

Um espaço de cor nada mais é do que um modelo matemático usado para descrever cada cor a partir de fórmulas matemáticas.

A comissão (CIE) é a autoridade internacional em luz, iluminação, cor e espaço de cores. Foi criada em 1913 e hoje tem sede em Viena, Austria.

Dentro da CIE há algumas divisões. Dentre elas há a divisão de Visão e Cor, que interessa diretamente ao Universo Gráfico.

O espaço de cor CIE / Lab (L*a*b)

As cores podem ser percebidas diferentemente, de acordo com os indivíduos e podem ser fixadas diferentemente de acordo com os equipamentos utilizados para exame da cor.

A Comissão Internacional da Iluminação (CIE) definiu por isso padrões que permitem definir uma cor independentemente dos periféricos utilizados. Para este fim, o CIE definiu critérios baseados na percepção da cor pelo olho humano, graças a um triplo estímulo.

História e evolução

Em 1931, o CIE elaborou o modelo colorimétrico xyY, que representa as cores de acordo com a sua cromaticidade (eixos x e y) e a sua luminância (eixo y). O diagrama de cromaticidade (ou diagrama cromático), com origem numa transformação matemática, representa na periferia as cores puras, ou seja as radiações monocromáticas que correspondem às cores do espectro (cores do arco-íris), localizadas pelo seu comprimento de onda. A linha que fecha o diagrama (que fecha as duas extremidades do espectro visível) chama-se direita do púrpuros, porque corresponde a cor púrpura, composta das duas radiações monocromáticas azuis (420 nm) e vermelhas (680 nm):

video-images-cie

Modelo CIE/xyY - 1931

Representa-se geralmente o gamut de um modelo traçando no diagrama cromático um polígono que contém todas as cores que é capaz de produzir.

Contudo, este modelo de representação meramente matemático não levava em conta fatores fisiológicos de percepção da cor pelo olho humano, o que resulta num diagrama cromático que deixa, por exemplo, um espaço muito grande para os verdes.

Em 1960 o CIE criou o modelo Lu*v*. Este modelo caiu em desuso após aprovação e implementação do modelo CIE/Lab, em 1976.

CIE_1976_luv

Modelo CIE/Luv, 1960

Por último, em 1976, o CIE desenvolve o modelo colorimétrico La*b* (também conhecido sob o nome de CIELab), no qual uma cor é localizada por três valores:

  • L, a luminância, expressa em percentagem (de 0 para o preto a 100 para o branco)
  • a e b duas gamas de cor que vão respectivamente do verde ao vermelho e do azul ao amarelo com valores que vão de -120 a +120.
Modelo CIE/Lab 1976

Modelo CIE/Lab 1976

O modelo CIE/Lab cobre assim a integralidade do espectro visível pelo olho humano e representa-o de maneira uniforme. Permite por conseguinte descrever o conjunto das cores visíveis, independentemente de qualquer tecnologia gráfica.

Vejam em uma outra representação gráfica, imagindo-se uma imagem tridimensional, como fica fácil entender o modelo:

cielab3d

O canal L (que varia de 0-preto a 100-branco), que guarda as informações de luminosidade, e os canais a e b comportam a informação de cor. Em a, valores positivos indicam magenta e negativos verde, enquanto em b, valores positivos indicam azul e negativos amarelo.

Na prática, seguindo as orientações do modelo, a comunicação sobre diferença de tonalidade (dH), deve ser a apresentada no gráfico acima. Esta é só um de vários aspectos práticos do uso do modelo CIE/Lab.

comcor
Comunicação de diferença de Tonalidade (dH), segundo modelo CIE/Lab 1976

O modelo CIE/Lab compreende a totalidade das cores RGB e CMYK, razão pela qual softwares como o PhotoShop utilizam este modo para passar de um modelo de representação a outro.

Trata-se de um modelo muito utilizado na indústria gráfica.

o fato de se utilizar o CIE/Lab, garante que uma cor criada de acordo com este modelo será vista da mesma maneira por todos, em qualquer lugar. Por isso dizemos que cada cor tem o seu próprio RG.

Os intrumentos de leitura da cor, como os spectrodensitometros, medem as diferenças da cor (padrão e amostra) e localizam dentro do modelo qual é a exata diferença. E assim temos a medição das seguintes diferenças dentro da cor, para determinação dos valores colorimétricos:

. DH (Delta H, onde H é hue - Tonalidade)

. DL (Delta L, onde L é Lightness - Luminosidade)

. DC (Delta C, onde C é colour definition - definição de cor)

Saturação – corresponde à pureza espectral relativa da luz (alta saturação = cor bem definida dentro de estreita faixa espectral; baixa saturaçao = cor "indefinida" tendendo ao branco, ampla distribuição espectral). No modelo CIE/Lab, a saturação corresponde a tonalidade mais ou menos próxima do centro da cor (eixo da luminosidade).

Veja nesta outra imagem de representação do modelo como a saturação é importante na definição da cor:

saturacao

. DE (Delta E)

A medição final ou resultado de uma formulação matemática de todas as outras diferenças, demonstra a diferença total da cor.

Então, estão gostando do CONTROLE DA COR. Nos próximos posts vamos falar sobre diferença das cores e outros assuntos relacionados a esta interessante matéria. Estamos preparando também um post legal sobre Tintas e Impressos de Segurança com relação as fraudes.

Deixem seus comentários aqui ou nos enviem por e-mail. Também podem enviar pelo Twitter.

Obrigado.

Marcos Anghinoni - Diretor de Vendas

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