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1jun/10

Tintas e Impressos de Segurança (Post II)

Terminamos o primeiro post sobre Tintas e Impressos de Segurança prometendo voltar ao assunto. E estamos aqui. Vamos falar mais um pouco. O assunto é bem atraente e recebemos algumas solicitações a respeito, inclusive sobre apresenção aos profissionais gráficos.

Teremos grande prazer em levar estas apresentações às empresas que se interessarem pelo tema. Para os interessados em saber mais, na Expoprint teremos pessoal técnico pronto para falar sobre este assunto também. Fiquem a vontade, nos procurem ou se preferirem enviem suas dúvidas por e-mail ou pelos comentários da matéria, assim todos poderão saber mais e comentar também.

E voltando ao assunto principal do post, vamos falar um pouco sobre o elemento que faz com que existam os impressos de segurança: o falsário ou falsificador.

E vejam que história interessante...

Por conta da biografia (não autorizada), pelo filme de sucesso que tem o ator Leonardo Di Caprio e Tom Hanks (título no Brasil: "Prenda-me se for capaz", 2000, Steven Spielberg) e depois pela empresa de sucesso, uma consultoria que tem como trabalho principal proteger empresas de falsificações, o falsário mais conhecido pelo grande público é Frank Willian Abagnale Jr.

Saiba um pouco mais sobre ele:

Frank W. Abagnale, Jr.

Frank W. Abagnale Jr, em 2007

Frank W. Abagnale Jr, em 2007

Frank William Abagnale, Jr. (Condado de Westchester, 27 de Abril de 1948) foi um falsificador de cheques e impostor estado-unidense por cinco anos na década de 1960. Atualmente preside a Abagnale and Associates, uma empresa de consultoria contra fraudes financeiras. Sua história de vida serviu de inspiração para o filme Catch Me If You Can ("Prenda-me se for capaz" no Brasil) , baseado em sua biografia não oficial de mesmo nome.

Biografia

Nascido e criado fora da cidade de Nova Iorque no Condado de Westchester, foi um dos filhos do meio de uma família de quatro crianças. Recebeu aulas numa escola católica de New Rochelle dirigida pela Irmandade Cristã da Irlanda. Em 1964 seus pais se separaram, experiência tão traumática para ele que logo saiu de casa.William voltou a falar com a mãe sete anos depois.

Fraudes bancárias

Seu primeiro golpe foi fazendo cheques sem fundo, que descobriu que era possível quando foi forçado a fazer cheques com quantias superiores ao que tinha guardado. Isso, entretanto, funcionou até a hora que o banco parou de emitir mais cheques, o que fez com que abrisse mais contas em bancos diferentes, eventualmente criando novas identidades para isso. Durante este período ele experimentou e desenvolveu diferentes técnicas de fraude, como imprimir seus próprios cheques, cópias quase perfeitas dos originais, usando-os e persuadindo os bancos a liberar dinheiro que nunca se materializou, visto que todos os cheques eram devolvidos.

Voando sem pagar

Por um período de dois anos Abagnale se disfarçou como o piloto da companhia aérea Pan Am "Frank Williams" para obter vôos de graça pelo mundo por troca de cortesia (pilotos ganham viagens de graça para outras cidades pelo mundo por outras companhias aéreas como cortesia quando precisam fazer vôos nestas cidades) em vôos normais. No primeiro destes vôos, não sabia onde estava seu assento. Uma aeromoça teve o privilégio de mostrar a Abagnale onde estava o assento. Ele conseguiu fazer um cartão de identificação falso da Pan Am através de um modelo e um certificado de piloto da FAA (Federal Aviation Administration). Ele também conseguiu um uniforme da Pan Am fazendo-se passar por um piloto autêntico que havia perdido o seu em uma lavanderia.

Abagnale como médico

Mais tarde, Abagnale personificou um pediatra em um hospital do estado da Geórgia com o nome de "Frank Conners". Depois de fazer amizade com um médico de verdade, tornou-se supervisor residente como um favor para o amigo até que achassem alguém que pudesse pegar o emprego. Entretanto, sendo uma farsa como médico, Abagnale foi quase mandado embora após quase ter deixado um bebê morrer por inanição de oxigênio (não fazia idéia do que a enfermeira quis dizer com a expressão "blue baby"). Abagnale fazia com que a maioria das tarefas complicadas que deveriam ser feitas por ele ficassem na mão de outros colegas, como por exemplo, colocar ossos de uma fratura exposta no lugar. Após 11 meses, o hospital achou outro substituto para o seu lugar, e então saiu.

Como advogado

Abagnale também forjou um diploma da Universidade de Harvard, passou no exame para avaliação do Estado da Louisiana e conseguiu um emprego no escritório de advocacia da Louisiana. Diz que passou no exame legitimamente, porque, "no Estado da Louisiana você pode fazer o mesmo exame quantas vezes precisasse. Era apenas uma questão de eliminação das suas respostas anteriores erradas."

Ele passou na terceira tentativa. Em sua biografia, ele descreve este emprego como sendo um Office-Boy que simplesmente levava café para seu chefe. Entretanto, naquele escritório trabalhava um advogado que tinha realmente graduado em Harvard, e ele sempre questionava Abagnale sobre a sua estadia em Harvard. Naturalmente, ninguém pode responder questões a respeito de uma universidade que nunca participou. Isso fez Abagnale demitir-se para se proteger.

Como professor

Abagnale também diz ter forjado um diploma da Universidade da Columbia e ensinou sociologia na Brigham Young University por um semestre, apesar de a universidade declarar que não houve registro de tal emprego. Abagnale foi citado em seu livro apenas como professor assistente.

Ao final do contrato, mudou-se para a Califórnia e se envolveu com uma aeromoça (chamada Rosalie nos livros). Para ela, ele revelou sua identidade e tudo o que já tinha feito. Rosalie prometeu nunca contar nada a ninguém, mas em determinado dia, foi localizado pela polícia e imaginou que ela quebrou o trato. Abagnale novamente pôs-se a fugir.

Feitos

Em cinco anos, Abagnale trabalhou sob 8 identidades, além de ter usado muitas outras para fraudar cheques, cujo volume de prejuízos passou de US$2,5 milhões em 26 países. Todo o dinheiro bancou um estilo de vida em que ele namorou comissárias de bordo, comeu em restaurantes caros, comprou roupas caras, e para preparar os próximos golpes.

Prisão

**Abagnale foi preso na França em 1969 quando uma comissária da Air France reconheceu seu rosto em um cartaz de procurado. Quando a polícia francesa o apreendeu, todos os 26 países em que cometeu fraude pediram sua extradição. Primeiramente ficou seis meses na Casa de Detenção de Perpignan na França, onde quase morreu.

Depois foi extraditado para a Suécia onde ficou por um ano na Prisão de Malmö por falsidade ideológica. Mais tarde, um juiz revogou seu passaporte americano e o deportou para os Estados Unidos para prevenir futuras extradições. Abagnale foi sentenciado a 12 anos de prisão em uma penitenciária federal por várias modalidades de fraude e falsidade ideológica.

**Diferente do filme, em que ele é preso em uma gráfica, falsificando vários cheques.

Empregos legítimos

Em 1974, o governo federal dos Estados Unidos o libertou sob a condição de que Abagnale deveria ajudar as autoridades federais contra fraudes monetárias. Após sua soltura, Abagnale tentou diversos empregos, mas achando-os insatisfatórios, resolveu fazer uma oferta a um banco. Explicou ao banco o que fez, e se ofereceu para palestrar ao pessoal do banco e mostrar vários truques que os fraudadores usam para enganar os bancos.

Abagnale fez a seguinte oferta: se o banco não achasse que o que ele dissesse fosse útil, não precisariam pagar nada; caso contrário, eles lhe deveriam 50 dólares e deveriam divulgar seu nome e seu trabalho a outros bancos. Naturalmente, eles se impressionaram, e assim Abagnale começou sua vida como consultor legítimo.

Mais tarde fundou a Abagnale & Associates, onde adverte o mundo dos negócios sobre fraudes, e organiza palestras e aulas pelo mundo. Abagnale é agora um multi-milionário através de sua empresa de consultoria de fraudes e prevenção situada em Tulsa, Oklahoma.

Logotipo da empresa de Frank W. Abagnale Jr.

Logotipo da empresa de Frank W. Abagnale Jr., atualmente.

Gostaram da biografia? Pois é, para conseguir levar esta vida totalmente marginal mas com muito luxo, o falsário Frank precisou usar de toda sua esperteza para falsificar uma série de documentos de segurança, que no caso mostraram não ter tanta segurança assim. E claro, formou uma legião de seguidores.

É claro que nos idos dos anos 1960 realmente ainda havia muita inocência no trato mercantil envolvendo documentos. Hoje, após vários e vários golpes sofridos as empresas têm muito mais cuidado.

Contudo, ainda acontecem várias fraudes em diversos documentos, todo dia. A Sellerink trabalha para ajudar a promover cada vez mais segurança em impressos que necessitem desta proteção.

E a cada dia aparecem diferentes falsificações em documentos e outros impressos, como por exemplo, embalagem de medicamentos, cosméticos, eletrônicos e outros.

Nos próximos posts vamos mostrar falsificações (em diversos documentos impressos), impressos de segurança e o que eles oferecem em segurança contra fraudes e os produtos Sellerink que combinados com um bom projeto podem impedir vários problemas de falsificações e fraudes.

Obrigado.

Marcos Anghinoni - Diretor de Vendas

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