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17set/18

IMPRESSOS DE SEGURANÇA E VALORES

Fraudes: Cheques Roubados, Falsos, Clonados ou Adulterados

chequeclonado

Cheques, principalmente pré-datados, são alvos fáceis de estelionatários que, com alguma técnica ou muitas vezes nenhuma, mudam seu valor. Os golpes variam desde a adulteração grosseira - na qual 6 reais podem virar 600 - até a utilização de produtos químicos que "lavam" o valor escrito, canetas que apagam com borracha (sempre utilizar a própria caneta pra assinar, não aceitar canetas de terceiros), montagem e colagem de folhas e clonagem de talonários.

Segundo a ABRACHEQUE (Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques), o avanço da tecnologia e o aperfeiçoamento das máquinas de impressão facilitam a ação dos fraudadores.

Uma estimativa da ABRACHEQUE indica que cerca de 20% cheques devolvidos no ano, tenham como causa da devolução roubo, clonagem ou outras fraudes.
Este, de certa forma, é outro tipo de fraude ligado ao conceito de "Roubo de Identidade".
Em defesa da demora dos bancos nos ressarcimentos, deve se dizer que eles também são vítimas dos golpistas e em muitos casos tambem de aproveitadores que simulam falsos golpes. Por esta razão é justo que sejam feitas todas as necessárias e, infelizmente, demoradas averiguações.

Uma das fraudes mais freqüentes contra o varejo, comércio e os meios de pagamento em geral, é a clonagem de folhas e talões de cheque. Não se considera "fraude" a simples emissão de cheques sem fundos.

Entre as formas de clonagem, estão a manual, em que é utilizada uma folha de cheque verdadeira, com o nome sendo apagado, e a mecânica, onde é usada a impressão a laser de folhas de cheque em nome de usuários verdadeiros ou não.

Nesse tipo de fraude, o consumidor pode ter passado um cheque que foi repassado para uma equipe de fraudadores. Utilizando as informações verdadeiras do cheque do cliente, os fraudadores podem vir a emitir outras folhas falsas.

Para que o cheque seja clonado não é preciso nem que o talão tenha sido furtado ou extraviado. O Banco Central (BC) já recebeu denúncias de que esse tipo de crime pode atingir de surpresa o cliente que está de posse do seu talão. O próprio BC sugere que os clientes dos bancos só emitam cheques nominativos mesmo que o pagamento a fazer seja de pequeno valor.

O BC reconhece que entregar um cheque hoje para um desconhecido é um grande risco. Isso porque esse cheque pode ir passando de mão em mão e cair nas garras de um criminoso. Com o cheque em mãos, a quadrilha pode clonar um talão inteiro, colocando nos cheques falsos a mesma seqüência de numeração do verdadeiro, treinar a assinatura do cliente e sair por aí dando cheques no comércio ou mesmo tentar sacar o dinheiro diretamente no caixa do banco.

Quando o cliente descobrir pode ser tarde. Se o banco não desconfiar e ligar para confirmar a emissão e o valor do cheque, ele só vai descobrir na hora que tirar um extrato para controle e verificação do saldo. Aí a dor-de-cabeça será grande. O cliente terá que entrar em contato com o banco, explicar o que aconteceu, sustar todos os documentos, denunciar o crime à polícia e ao BC e aguardar, pacientemente, que a situação seja resolvida.

Infelizmente os bancos, geralmente, demoram para ressarcir o cliente e ele pode ficar com a conta à descoberto devido aos cheques falsos ou, no mínimo, pagando o cheque especial enquanto o estorno não é feito. O BC informa que é obrigação do banco ressarcir o cliente, inclusive devolvendo também a parcela de juros que foi cobrada no cheque especial por conta do débito do cheque falso em conta corrente.

O cliente que sofreu o golpe pode também continuar recebendo telefonemas de cobrança da praça onde o falsário passou aplicando o golpe. Outro risco é o do cheque ser usado num esquema de lavagem de dinheiro (isso vale sobretudo para cheques de valor mais alto). O cliente dá um cheque sem discriminar para quem em São Paulo e depois pode ser surpreendido com o uso indevido desse documento em qualquer região do País. Até explicar o que de fato aconteceu o cliente inocente pode virar um suspeito até mesmo para a polícia.

Duas modalidades das mais praticadas de golpes com cheques por quadrilhas, são:

Cheque rasurado  (modelo)

1) A rasura quase que microscópica da numeração de cheque, cujo objetivo principal é passar como normal um cheque com ocorrência de roubado. Trata-se de trabalho muito bem feito, realizado por profissionais, e que a olho nu é de difícil identificação, sendo necessário, às vezes, o uso de lupa 10x para sua detecção.

Cheque clonado - Modelo

2) A clonagem/montagem de cheques, seja por fabricação caseira - montagem do cheque através de imagem escaneada que depois é impressa em jato de tinta, por off-set (impressão em gráfica cland.estina) ou então por meio de formulários em branco que foram roubados de alguma agência bancária e sucessivamente completados com os dados de agência/conta/números/cliente... através de impressão laser ou jato de tinta.

Referência e agradecimentos:
Fraudes.org | Banco Central do Brasil | Instituto de Criminalística PR | Casa da Moeda do Brasil

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