SELLERINK BLOG
5ago/12

CONTROLE DA COR – IMPORTÂNCIA DOS ILUMINANTES

Iluminantes padrão

Quase todos os dias, nas nossas visitas diárias aos mais diversos clientes que fazem parte das mais importantes indústrias gráficas do Brasil, acabamos por falar sobre os iluminantes na visualização da cor. Esta é uma questão técnica complexa, as vezes, mas extremamente importante na rotina da indústria de impressão offset.

A sensação da cor depende da iluminação, do sistema de visão humana e da bagagem de conhecimento e vivência do indivíduo, que pode levar a percepções diferenciadas da cor dos objectos observados.

A iluminação tem um papel fundamental na análise da cor, o que pode ser observado em situações cotidianas, como ao comprar uma roupa numa loja, quando temos a sensação de uma cor no interior da loja e ao sair com a roupa “à luz do dia”, temos uma sensação totalmente diferente. Percebam, cor é uma sensação, já falamos sobre isso aqui no Blog.

Passamos a envolver os conceitos de “temperatura de cor” e “intensidade”, onde a temperatura de cor é classificada pelos vendedores e consumidores, usando o exemplo da loja de roupas, como “luz azulada” ou “luz amarelada”.

A Comissão Internacional de Iluminação - também conhecida como a CIE a partir de seu título francês, o Commission Internationale de l'Eclairage - é dedicado à cooperação mundial e à troca de informações sobre todos os assuntos relacionados à ciência e à arte da luz e da iluminação, cor e Fotobiologia, visão e tecnologia de imagem com o intuito de classificar as fontes luminosas pela sua capacidade de reproduzir com fidelidade as cores quando comparadas com um iluminante padrão CIE. Os iluminantes padrão CIE utilizados para esta avaliação foram especificados em 1931, quando surgiram os primeiros modelos matemáticos de especificação numérica das cores.

Para ajudar a indicar como as cores vão aparecer em diferentes fontes de luz, foi concebido um sistema para comparar matematicamente como uma fonte de luz muda.

O iluminante natural é a luz solar, que varia a cada hora do dia, a cada dia do ano e de acordo com a latitude. Para uniformizar a observação de cor, em 1931 a CIE adotou iluminantes padrões para colorimetria.

Luz D65 Daylight
Luz D65 Daylight

Definiu-se o iluminante A que corresponde à luz emitida por uma lâmpada de filamento de tungstênio à temperatura de cor de 2857K. Posteriormente, a CIE recomendou os iluminantes D e C, que são obtidos mediante a filtragem, por filtros líquidos, do iluminante A. O iluminante B corresponde à luz solar média com componente de céu ao meio dia, cuja temperatura de cor é de 4870K. O iluminante C está associado à luz média diurna para um céu completamente coberto à temperatura de cor de 6770K.

Temperatura de cor associada é uma característica do iluminante independente do conceito de índice de reprodução de cor. O uso do conceito temperatura de cor surgiu com a indústria siderúrgica, devido à importância da temperatura no processo de obtenção do aço. Desta observação foi obtida uma escala de cor associada à temperatura do aço. Nesta escala, quanto mais amarela, mais baixa é a temperatura, e, quanto mais azulada, maior a temperatura. Como exemplo pode-se avaliar uma lâmpada incandescente, com temperatura de cor associada de 2700K e uma lâmpada fluorescente compacta, com temperaturas de cor variando de 3000K (cor amarela) a 4500K e 6500K, sendo a de 6500K a mais azulada entre elas.

As lâmpadas fluorescentes ao contrário das lâmpadas de filamento, são de grande eficiência por emitir mais energia eletromagnética em forma de luz do que calor.

As aplicações de lâmpadas fluorescentes vão desde o uso doméstico, passando pelo industrial, chegando ao uso laboratorial. Além de serem de duas a quatro vezes mais eficientes em relação às lâmpadas incandescentes, as fluorescentes chegam a ter vida útil acima de dez mil horas de uso, chegando normalmente à marca de vinte mil horas de uso, contra a durabilidade normal de mil horas das incandescentes. E também geram uma econômia de 80% (lâmpada de 15W fluorescente comparada a uma lâmpada incandescente de 60W).

Cabine de Luz
Cabine de Luz

Contudo estas lâmpadas são as piores para iluminarem, isto é, de acordo com a figura seguinte verificamos que o seu espectro não é suave, tem um comportamento com alguns picos de intensidade em alguns comprimentos de onda, com isso iremos concluir que um objecto iluminado por esta fonte irá refletir algumas qualidades de cor alteradas, o que afeta diretamente a nossa atividade profissional, como gráficos.

A Sellerink sempre recomenda o uso de cabine de luz para verificação correta da cor. A cabine de luz, que utiliza o iluminante D65, oferece a sensação correta e real da cor, prevenindo inclusive casos de metamerismo.

Se você precisa ou quiser saber mais sobre iluminantes, cabine de luz e metamerismo, entre em contato conosco.

.

Se você gostou, veja também...

Agência Peralta aguça sentidos em campanha para BACARDI on April 1st, 2013

SOLUÇÃO DE FONTE (POST 3) on April 5th, 2011

Eco Friendly Printing (Post 11) on October 7th, 2010

Metalgrafia (post 3) on August 30th, 2010

METALGRAFIA - ALIMENTOS ENLATADOS on May 11th, 2011

Comentários (0) Trackbacks (0)

Sem comentários


Deixar um comentário


Sem trackbacks

Visualizar perfil de Marcos  Anghinoni no LinkedIn