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15nov/11

SOLUÇÃO DE FONTE (POST 7)

Estamos em um momento de muito trabalho, principalmente pela expansão sustentada da Sellerink em diversos segmentos da Indústria Gráfica, o que nos dá uma enorme satisfação.

Vamos, sem dúvida, continuar o nosso trabalho de divulgação de matérias técnicas, que fazem parte do nosso acervo, pesquisado durante todo tempo junto aos melhores profissionais da indústria gráfica e que temos a obrigação de tornar público, principalmente aos jovens gráficos em formação.

Além da divulgação no Sellerink Blog, todo esse material é apresentado em nossas palestras e work shops. Esse ano, por exemplo, apresentamos duas palestras na Sellerink e mais quatro palestras in-door, envolvendo os segmentos: UV-Plast, UV-Formulário, UV-Flandres, Embalagens semi-rígidas de papelcartão, entre outros.
A Sellerink está trabalhando fortemente o segmento de Flexografia UV, onde vem obtendo grandes resultados técnicos, que serã apresentados aqui também.

Aguardem para dentro em breve, matérias técnicas no capítulo que será inaugurado: Flexografia UV.
As atualizações das matérias, serão mais constantes a partir de agora.

Agradecemos por acompanharem o Sellerink Blog.

Ξ

Inter-Relacionamento da Solução de Molhagem com outras superfícies

Fonte: PAG

Solução de Molhagem – Suporte

A transferência da solução de molhagem da blanqueta para o suporte deve ser considerada de acordo com as características de absorção do suporte. No caso de suportes celulósicos (papel, cartão) a maior parte da solução de molhagem das áreas de contragrafismo é absorvida pelo suporte; se a quantidade for excessiva a estabilidade dimensional do suporte pode ser comprometida, causando problemas de registro, encanoamento e rugas. Se o suporte não conseguir absorver rapidamente a solução, sua superfície estará úmida no momento da impressão da próxima cor e comprometerá a transferência da tinta.

No caso de suportes não-absorventes (folha-de-flandres, plásticos) ocorre uma divisão do filme de solução de molhagem entre a blanqueta e a superfície do suporte e, visto que não é absorvida, parte evapora e parte permanece no suporte, interferindo na impressão da próxima tinta. Tudo isso sugere que a quantidade de solução de molhagem deve ser a mínima necessária.

Durante a impressão, o papel desprende partículas de carga mineral ou pó de refilo que se fixam à blanqueta e depois são transferidas para os sistemas de tintagem e molhagem. Dependendo do sistema de molhagem da impressora, parte deste material deposita-se na banheira de solução de molhagem alterando o pH e a condutividade da solução.

Os papéis revestidos (cuchê) têm pH superficial entre 8.0 e 10.0; os papéis não-revestidos (offsete) com colagem ácida têm pH entre 4.5 e 5.0; os papéis não-revestidos com colagem alcalina têm pH entre 7.0 e 8.0. Quando a resistência superficial do papel (resistência ao pick úmido ou seco) é limitada, a ação do tack da tinta ou o efeito do umedecimento do papel favorece o arrancamento de partículas da superfície do papel, contaminando a solução de molhagem.

Parte da solução de molhagem alimentada sobre a chapa é transferida para os rolos do sistema de entintamento e emulsiona-se na tinta na forma de pequenas gotas. Quando o filme de tinta é dividido entre a blanqueta e o papel (ou outro suporte) as gotículas são expostas, prejudicando a aceitação (trapping) da próxima tinta e produzindo aspecto “lavado” no impresso, sobretudo nos textos.

Solução de Molhagem – Papel Alcalino

Com papéis alcalinos, pode ocorrer velaturas (tingimento ou entonação) devido ao carbonato de cálcio do papel. O carbonato de cálcio tem pH acima de 7.0 e apresenta alguma solubilidade em água. Quando alimentada em excesso, a solução de molhagem pode dissolver o carbonato. O carbonato satura a solução e o excesso precipita na banheira e é transferido de volta para o sistema, contaminando os rolos e as blanquetas com uma película de aspecto leitoso; esse fenômeno é chamado de “milking”.

Quando ocorre velatura (tingimento), a primeira coisa a observar é se a solução apresenta aspecto turvo (leitoso) causado pelo carbonato de cálcio. Isto costuma acontecer repentinamente após a impressão de 1000 a 2000 cópias sem problemas, sobretudo na impressão com papéis reciclados.

O milking deixa a blanqueta leitosa nas áreas de contragrafismo. Após a impressão de cerca de 10.000 cópias, o acúmulo de carbonato na blanqueta já é suficiente para causar um relevo e, como consequência, o amassamento da blanqueta e a ocorrência de “ponto oco” devido ao alívio da pressão nas áreas de grafismo adjacentes. Outra conseqüência é o acúmulo de tinta nos rolos do sistema de molhagem, nas paradas da impressora. O acúmulo na blanqueta pode ser removido com produtos adequados.

Não existe uma única solução para este tipo de problema; cada impressora pode exigir uma ação diferente. Em qualquer caso, o pH e a condutividade da solução de molhagem devem ser mantidos sob estrito controle. Na maioria dos casos, obtém-se bons resultados mantendo-se o pH na faixa de 4.5 a 5.5 e a condutividade entre 800 µmho a 1200 µmho acima da condutividade da água.

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