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21jul/11

ECO FRIENDLY PRINTING

Fonte: Conlatingraf, para a parte do artigo que trata do papel.

Sustentabilidade. O uso razoável do papel.

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Sustentabilidade é a palavra de moda. Em épocas de crises, as empresas procuram que tanto seus produtos como os insumos requeridos para sua elaboração, tenham um ciclo de vida que lhes permita ser reutilizados no médio prazo ou que não agridam o meio-ambiente.

Este tipo de práticas lhes permite outorgar um valor agregado a seu negócio, conseguir uma maior identificação do produto e, o mais importante, diminuir o impacto de seus processos sobre o meio ambiente.

No caso da indústria gráfica e de uma de suas matérias primas fundamentais, o papel, o efeito ambiental deveria ser a maior motivação para executar processos de gestão sustentáveis. Por isso, empresas como Starbucks, Microsoft e Banco de América, Bradesco, Natura, Avon, começaram a desenvolver programas de responsabilidade social empresarial em torno do uso razoável do papel. Os clientes, por sua vez, demandam cada vez mais produtos elaborados com estrito controle da qualidade e sob impacto ambiental. Isto quer dizer que o tema já está na boca dos consumidores finais e que é responsabilidade tanto dos produtores de matérias primas como de quem as utilizam para entregar novos produtos, dar resposta a cada uma destas necessidades.

Desta forma, a procedência do papel que utilizam as empresas, o tipo de tintas que leva, e todos os processos adicionais necessários para sua transformação, são claves no processo comercial e produtivo de uma empresa gráfica. As exigências de controle ambiental que existem sobre estes aspectos podem influir na imagem que a companhia projeta ao exterior como amigável com o meio ambiente e, mais importante ainda, pode ter uma incidência direta sobre as vendas e as oportunidades de negócio. Assim mesmo, o conhecimento das normas internacionais de proteção ambiental e das certificações sobre o tema representa um valor diferenciador da empresa, com respeito a seus competidores próximos.

Fibras virgens e recicladas

As decisões que se tomam quanto ao tipo de papel que se utilizará, impactam diretamente sobre o que ocorre nos bosques do mundo. Por esta razão, a indústria se debate entre o uso de papel elaborado com fibras virgens ou recicladas. As opções se abriram para os empresários da indústria gráfica nos anos setenta, quando apareceram os primeiros papéis elaborados com fibras reutilizadas. Nos últimos 10 anos, estes tiveram uma evolução notória em tecnologia e elaboração, e agora estão presentes no mercado com um grande número de apresentações.

De acordo com os cálculos de TreeCycle.com, o uso de papel reciclado permite salvar 70% de energia ao ano, reduzir o consumo de água em 55% e diminuir em 74% a poluição do ar e em 35% a da água. Não obstante, a solução ao problema do desflorestamento e ao uso desmedido do papel não está em minimizar o uso de fibras virgens e substituí-las por recicladas, já que a matéria prima em seu estado natural sempre será necessária.

A responsabilidade na fabricação do papel depende, então, de três aspectos que estão em mãos dos empresários da indústria gráfica: velar por um manejo sustentável dos recursos florestais; melhorar os processos e manufatura do papel em aspectos específicos como o branqueamento, o uso de químicos, as emissões de carvão e o gasto de energia, e garantir que todas as fibras utilizadas procedam de fontes certificadas, de madeiras controladas ou de reciclagem pós-consumo (PCW).

Em concreto, isto se traduz num só termo reconhecido na indústria: papel ecológico. Considera-se que o recurso fibroso é um papel ecológico quando provem de bosques naturais ou artificiais cujo manejo sustentável permite proteger o meio ambiente, quando a fibra se extrai de matérias primas recicláveis, ou quando se trata de subprodutos agrícolas que se transformam para dar vida a uma matéria prima.

No entanto, a fibra de papel só pode ser reciclada cinco ou seis vezes, e cada vez que passa por um processo de reutilização, perde suas características fundamentais. Por isso, há que evitar as posições radicais e a predileção de um tipo de papel sobre outro. O importante é que, venha de onde venha a fibra, esta tenha passado por um processo de verificação e controle da qualidade.

Assim, por exemplo, 36% da fibra utilizada para fabricar novos produtos nos Estados Unidos tem origem em material reciclado, ainda que está claro que este tipo de fibra resulta mais caro em alguns casos e não é apropriado para todos os usos. Portanto, o importante não é optar por uma fibra sobre outra, senão fazer a eleição mais adequada de acordo com o uso final do que esta vá ter e, sobretudo, garantir que o papel tenha passado por um processo sério de certificação.

Certificações de origem

Soy Ink clr w R-highresAnte a crescente preocupação mundial por gerar uma maior consciência sobre o uso do papel, diversas organizações internacionais desenvolveram modelos de certificação que procuram controlar e normalizar a utilização e procedência das fibras com as que se manufatura o papel. Desta forma, ao obter qualquer certificação do mercado, o empresário assegura que o papel com o que é elaborado seu produto ou o produto em si mesmo, cumpre todas as normas de cuidado e proteção meio ambiental.

Sellerink oferece tintas adequadas a impressão em papéis sustentáveis
Sellerink oferece tintas adequadas a impressão em papéis sustentáveis

Alguns organismos oferecem, num só pacote, assessoria para a obtenção dos três padrões de certificação mais reconhecidos da indústria (FSC, SFI e PEFC), modelo que não só permite unificar processos para conseguir os três selos de qualidade, senão que também possibilita uma poupança considerável de custos.

No caso das tintas de impressão, o modelo que mais atrai os interessados em ter um impresso com responsabilidade ambiental, são as tintas base óleo de soja.

O organismo certificador para as tintas base óleo de soja tem sede nos Estados Unidos, a American Soybean Association. A preocupação do certificador é que os fabricantes de tinta de impressão tenham um modelo adequado ao produto que leva o selo SOYINK, com volume adequado de óleo de soja na composição da tinta, substituindo os óleos de origem mineral.

Os óleos de origem mineral são emitentes de VOC (Compostos Carbônicos Voláteis), um dos principais responsáveis pela poluição do ar e degradação da camada de ozônio.

A Sellerink desenvolveu e certificou a família de produtos FUTURE SOYINK, que tem a característica de ser 100% a base de óleo de soja, ou seja, nesta família de produtos não há compostos minerais.

Para acompanhar o raciocínio, a Sellerink também oferece produtos auxiliares com base vegetal, além de todas as tintas especiais, tonalidades Pantone(R) e do catálogo de cores Sellerink com base óleo de soja. Outros produtos oferecidos na mesma família são os vernizes sobreimpressão com diversas características diferentes entre si.

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