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10jan/11

Metalgrafia (Post 8)

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Como os produtos vão parar na lata?

Fonte: Abeaço

Procedimentos realizados com tecnologia de ponta, profissionais altamente treinados e elevados padrões de qualidade garantem eficiência, segurança e saúde de aço para todos os consumidores

Que os alimentos enlatados fazem bem para a saúde e são ótimas opções para consumo por preservar vitaminas e nutrientes em níveis superiores até aos in natura não é nenhuma novidade.

Mas você sabe como os alimentos são enlatados? A quais processos são submetidos?

Vamos falar um pouco sobre isso hoje,  na continuação da nossa série METALGRAFIA.

O processo de envase das latas de aço é complexo, utiliza avançadas normas de segurança e higiene, capazes de fazer com que os consumidores não tenham risco algum de contaminação.

O enlatamento é feito por companhias com maquinário de ponta, profissionais altamente treinados e padrões de qualidade altíssimos.

Mas a dúvida persiste: como os produtos vão parar na lata?

zapataart1De acordo com Rogério Silveira Cintra, gerente de qualidade da Brasfrigo, empresa especializada no enlatamento dos legumes das marcas Jurema e Jussara, todo o processo começa com uma seleção cuidadosa e rigorosa da matéria-prima. “A lavagem e a seleção removem qualquer sujeira que possa estar na matéria-prima. Em seguida vem o tratamento térmico, que é a utilização de altas temperaturas seguidas de resfriamento rápido, procedimento responsável por preservar os alimentos envasados e eliminar a carga microbiana, aumentando o tempo de vida útil do alimento. Os vegetais enlatados, por exemplo, são submetidos a temperaturas superiores a 120 graus Celsius. Depois do aquecimento tem-se o resfriamento com água fria”. O processo de aquecimento é feito através de autoclaves que garantem a esterilização do alimento e a preservação de todos os nutrientes.

Já no envase de aerossóis, o sistema é iniciado com a mistura nos tanques de formulação. Após essa mistura, uma amostra é retirada e o produto é analisado em laboratório para confirmação dos parâmetros de qualidade.

Dentro das especificações técnicas, o produto é transferido para o tanque pulmão, que alimenta a máquina de envase. Então é dosada a quantidade de produto que vai em cada lata, a válvula é cravada, a dose de propelente é estabelecida e é iniciado o processo de banho de prova. Por fim, as latas são encaixotadas para distribuição.

enlatadosO envase varia de produto para produto como é o caso das tradicionais sardinhas enlatadas, estrelas deste segmento na mesa dos brasileiros. Na Gomes da Costa, uma das principais companhias do setor, o enlatamento do pescado funciona da seguinte maneira: os peixes são recebidos, limpos e enlatados; é adicionado o líquido de cobertura que garante a preservação do peixe por um longo período, esse líquido pode ser água e sal, óleo ou molho de tomate, dependendo do apelo final do produto; logo após, ocorre o processo de recravação da embalagem, na qual a tampa é unida ao corpo da lata; em seguida vem as fases de esterilização, que garante a manutenção de todas as vitaminas e proteínas sem qualquer aditivo ou conservante químico; resfriamento, embalagem, quarentena e expedição.

Para o gerente industrial da companhia, Adão Pereira de Sá, os cuidados que a empresa adota para este processo são muitos, principalmente os ligados às exigência do SIF, o Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. “Eles também estão associados à qualidade da matéria-prima, o pescado; dos insumos, óleos, azeites e molhos; controle do processo de limpeza dos pescados; controle do processamento térmico para assegurar a esterilização e um rigoroso controle de qualidade das latas”, enumera.

Já no caso de grãos como castanha de caju, castanha do Pará, amêndoas e pistaches, conforme João Romcy, diretor de Marketing e Vendas da Iracema – o importante é ter um controle total do processo. “Temos quatro plantas de produção, sendo três destinadas exclusivamente para enlatamento de amêndoas de castanha de caju cruas. Esta área foi projetada e construída de maneira a estar protegida de eventuais contaminações pelo zoneamento, ou seja, a separação da área em que se processa matéria-prima crua da área de processo do produto final pronto para consumo”, relata.

“As conservas, de um modo geral, têm alto grau de exigência para assegurar envases de produtos que mantenham suas propriedades por longo tempo. Os cuidados especiais são vários e estão associados à qualidade da matéria-prima, qualidade dos insumos como óleos, azeites e molhos; controle do processo de limpeza, rigoroso controle do processamento térmico para assegurar esterilização e rigoroso controle de qualidade das latas, complementa Rogério Cintra, da BrasFrigo.

canned_foodAlém dos procedimentos padrões, a empresa afirma seguir à risca as determinações legais do segmento, bem como implantar um rígido controle de pragas, manutenções preventivas e corretivas em toda a planta de envase. “Para um correto procedimento de envase acarretar o sucesso do recipiente e do produto também é importante ter as recravadeiras sempre ajustadas para garantir um perfeito fechamento da lata e que o produto não tenha nenhum contato com o meio externo”, ressalta.

Armazenamento e transporte

Mas um bom processo de enlatamento não termina no fim da “esteira” da auto-clave. Para o alimento chegar com toda qualidade na mesa do consumidor, as companhias buscam desenvolver padrões de qualidade total em armazenamento e transporte. Para o gerente de qualidade da Brasfrigo, quando armazenada de forma adequada, uma embalagem de vegetais em lata tem vida útil de 30 meses a partir da data de fabricação.

“Após todo esse processo de envase, as latas são manuseadas para os carrinhos que seguem para o autoclave. Este procedimento é feito por profissionais treinados. No transporte também é preciso tomar cuidado com o abastecimento e retirada das caixas dos caminhões para que não tenhamos problema de amassamento. O índice é ínfimo, devido às medidas preventivas, mas quando temos algum amassamento, o produto é retido para atender o padrão estabelecido pela empresa”, afirma Rogério Cintra.

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Matéria interessante não é? Principalmente para quem vive nos grandes centros urbanos e muitas vezes depende do consumo de vegetais enlatados.

Nos próximos posts em METALGRAFIA vamos falar mais sobre a qualidade dos alimentos enlatados e os cuidados que as empresas tem com a saúde do consumidor final.

A Sellerink, como fornecedora de insumo para a cadeia, toma todos os cuidados no desenvolvimento e produção das tintas que são impressas nas latas. Como vocês perceberam, o processo que a lata passa para que o alimento mantenha suas propriedades é complexo e rigoroso. Imaginem a qualidade da tinta para suportar a alta temperatura do autoclave e o resfriamento seguido, além de todo sistema de logística.

O segmento METALGRÁFICO é um dos pontos mais fortes da Sellerink e os nossos produtos estão em constante pesquisa e aperfeiçoamento.

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