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15nov/10

Post 100 – O Papel

Este é orgulhosamente o nosso post número 100 do nosso blog.

Em 6 meses chegamos a 100 posts inéditos publicados, em 6 séries diferentes e 3 páginas.

É verdade que nos últimos dois meses tivemos uma diminuição nas postagens, já que estamos em um período de forte aquecimento dos nossos negócios, chegando ao ponto de nos faltar um pouco mais de tempo para postarmos. Como queremos sempre ter um extremo cuidado com as publicações do blog, preferimos diminuir um pouco o ritmo neste período, com a promessa de boas e grandes novidades para o final do ano e para o ano de 2011 também.

Apenas como lembrança, em 2011 voltaremos com o Ciclo de Palestras Técnicas da Sellerink e o blog vai ser o grande aliado deste projeto, pois vamos publicar na íntegra todo o material que será usado nas palestras.

E como este é o nosso post 100, vamos falar de um assunto muito interessante, que não colocamos dentro de nenhuma série.

Trata-se do papel. Uma das invenções mais importantes da humanidade e que permitiu a comunicação em massa, a difusão do conhecimento e da educação e para nós, gráficos, a expansão e desenvolvimento da indústria gráfica e da imprensa a pártir de Gutemberg.

Resumidamente, este é nossa homenagem ao PAPEL, na comemoração do nosso POST 100.

Egito de 3.000 aC

A planta Papiro

A planta Papiro

Quando pensamos sobre as origens do papel, a nossa mente pode deve viajar por mais de 5000 anos atrás, para o vale do rio Nilo, no Egito. Foi lá, em um pântano que floresceu uma planta chamada Papiro Cyperous.

Os egípcios aprenderam a cortar tiras finas do caule da planta e suavizá-las nas águas barrentas do rio Nilo.

Essas tiras eram então dispostas em ângulo reto para formar uma espécie de esteira. O tapete era batido até que as folhas ficassem bem finas e depois ficavam secando ao sol. As folhas resultantes eram ideais para escrever sobre elas.

Como eram leves e fáceis de transportar, toraram-se rapidamente a melhor forma de escrita, escolhida também pelos Gregos e Romanos para fins de registros, publicação de textos espirituais e obras de arte.

É do PAPIRO que tem origem a palavra papel.

Na América Central durante o século 2dC, os Maias desenvolveram um produto similar ao papiro. Nas Ilhas do Pacífico, um documento foi feito a partir da casca fina de uma árvora, batida e depois seca ao sol. Apesar do papiro ter folhas semelhantes as de papel em termos de função, nenhuma destas folhas podem ser qualificadas como o papel de hoje.

T'sai Lun

O papel como conhecemos hoje vem de outra fonte, na China.

T´sai Lun

T´sai Lun

Em 105 dC, o imperador Ho-Ti tinha um eunuco - T'sai Han Lun - que experimentou uma grande variedade de materiais e afinou o processo de maceração de fibras de plantas, até que cada filamento era completamente separado. As fibras individuais foram misturadas com água em um tanque de grande porte. Em seguida, uma tela era submerso no tanque e levantando-a através da água, capturava as fibras em sua superfície. Quando seca, uma fina camada de fibras entrelaçadas tornou-se o que hoje chamamos de papel.

Do papiro para a indústria gráfica

Devido à precária comunicação, houve um longo tempo até a invenção de TsaiLun se espalhasse. O papel só vai chegar a Europa no século XII e até então todos os registros eram feitos em papirus ou pergaminho. 

As pessoas comuns não sabiam lidar com o papel até o século XV, quendo Johannes Gutemberg desenvolveu a imprensa. Ele projetou um máquina que aperfeiçoou o tipo móvel, e imprimiu sua famosa bíblia, em 1456. Sua invenção provocou a comunicação de massa, difundindo a palavra do cristianismo.

O nascimento do papel moderno e da indústria de impressão é comumente marcado a partir desta data. A evolução do papel ainda estava longe. Ironicamente, quando a doença conhecida como a Peste Negra matou milhões de europeus, toneladas de roupas e trapos tornaram-se disponíveis. Assim, as fibras destas roupas e trapos foram usadas para a fabricação do papel.

papelPor sua vez, mais livros foram impressos, pessoas tornaram-se mais instruídas e educadas e essas pessoas melhores começaram a pensa em uma forma de descobrir uma substância que poderia facilitar e melhorar a fabricação de papel. Uma dessas pessoas era um homem chamado René de Réaumur, que, em 1700, prestou atenção em um inseto, uma espécie de vespa, conhecida depois como vespa do papel.

Estes insetos estavam mastigando madeira. Não comendo propriamente, mas mastigando e cuspindo a massa para fora e formando ninhos com ela.

Não era uma observação bonita, Réaumur poderia ter pensado, mas muito interessante. É pareceu-lhe que as vespas faziam o papel a partir da madeira.

Embora Réaumur não tenha criado o papel, suas observações foram muito importantes e outros seguiram seus passos. Até que um inventor chamado Kellar, aprendeu a moer madeira de forma eficiente. Outros inventaram novas formas de fibras de madeira em separado.

A produção em massa

A procura de papel também criou a necessidade de uma maior eficiência na produção. No século 18 os trabalhos de Nicolau Luis Roberto resultou na criação de uma máquina que poderia produzir uma emenda no comprimento do papel em uma tela de arame sem fim, com rolos de aperto em uma extremidade.

Aperfeiçoada e comercializada pelos irmãos Fourdrinier, a nova máquina logo substituiu as tradicionais folhas soltas feitas à mão. Na Europa e América, a produção em massa de papel tornou-se uma próspera indústria de fornecimento de grandes volumes de papel para a produção de jornais, livros, revistas, sacos de papel, papel higiênico, dinheiro e um enorme variedade de outros fins.

Todas as possibilidades

Trabalhos feitos em papel são duráveis, flexíveis e extremamente versáteis. Eles podem ser utilizados por qualquer pessoa para diversos fins (embrulho, escrita, desenho e pintura). Eles também são utilizados para artesanato, impressão de livros, revistas e cadernos. Artigos de papelaria, cartões, embalagens e assim por diante. Na verdade, o papel é tão versátil que sua utilização são ilimitadas, precisando apenas de imaginação.

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