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16nov/11

Controle da Cor (Post 13)

Pigmento (quarta parte)

Composição das Tintas Gráficas Offset

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Produção industrial e normas

Antes do desenvolvimento dos pigmentos sintéticos e do refinamento das técnicas de extração de pigmentos minerais, os lotes de cor eram muitas vezes incoerentes. Com o desenvolvimento de uma indústria moderna de cores, fabricantes e profissionais colaboraram para criar normas internacionais para a identificação, produção, medição, testes e por fim, padronização das cores.

Sistema Munsell

Publicado primeiramente em 1905, o Sistema Munsell de Cores (veja post VIII em Controle da Cor, de 17/06/2010) se tornou, na ocasião, a base para uma série de modelos de cores, oferecendo métodos objetivos para medição da cor. O sistema Munsell descreve uma cor em três dimensões: hue (tonalidade - matiz) , value (luminosidade) e chroma (pureza da cor).

Em meados do século 20, os métodos de padronização para pigmentos estavam disponíveis sendo parte de um movimento internacional para criar esses padrões na indústria. A International Organization for Standardization (ISO) desenvolveu normas técnicas para a fabricação de pigmentos e corantes. A normatização ISO define várias propriedades industriais e químicas, e quais e de que forma devem ser feitos os testes e medições. As principais normas ISO que se relacionam com pigmentos são os seguintes:

ISO-787 - Métodos gerais de ensaio para os pigmentos

ISO-8780 - Métodos para a avaliação de características de dispersão

Outras normas ISO pertencem a determinadas classes ou categorias de pigmentos, com base na sua composição química, tais como Ultramarine, dióxido de titânio, pigmentos de óxido de ferro, e assim por diante.

Muitos fabricantes de tintas, têxteis, plásticos e cores de maneira geral, adotaram voluntariamente o Colour Index International (CII) como um padrão para identificar os pigmentos que eles usam na fabricação de cores específicas. Publicado pela primeira vez em 1925, esse índice é reconhecido internacionalmente como referência oficial sobre pigmentos e corantes. Abrange mais de 27.000 produtos e mais de 13.000 nomes genéricos.

Colour Index - Exemplo ilustrativo

No esquema CII, cada pigmento tem um número de índice genérico que identifica-o quimicamente, independentemente dos nomes herdados na história.

Por exemplo, Phthalo Blue é conhecido por uma variedade de nomes genéricos e especialidades, desde a sua descoberta na década de 1930. Em grande parte da Europa, o Azul Ftalocianina é mais conhecido como Helio Azul, ou por um Winsor Blue. Um fabricante de tintas norte-americano registrou uma ortografia alternativa (Thalo Blue), como uma marca registrada sua.

O Colour Index International - CII resolve todos estes conflitos para que os fabricantes e consumidores possam identificar os pigmentos (ou corantes) utilizados em um determinados produtos de cor. No CII, todos os pigmentos da classe Phthalo Blue são designados por um número índice de cor genérica como PB15 ou PB16, que determinam o pigmento azul 15 e 16. Como complemento da informação, as duas formas de Phthalo Azul, PB15 e PB16, refletem ligeiras variações na estrutura molecular que produzem uma cor um pouco mais esverdeada ou avermelhada.

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Ciência e questões técnicas

Pigmentos

A seleção de um determinado pigmento para uso em uma determinada aplicação, além do custo,  é determinada também pelas propriedades físicas e atributos do próprio pigmento.

Por exemplo, um pigmento que é usado para  vidro, deve ter resistência ao calor e alta estabilidade, a fim de sobreviver ao processo de fabricação. Na pintura artística, a estabilidade térmica é menos importante, enquanto resistência à luz e toxicidade são as maiores preocupações.

Os seguintes atributos são alguns dos que determinam a adequação dos pigmentos e corantes para os processos de fabricação e aplicações:

  • Resistência à luz
  • Estabilidade térmica
  • Toxicidade
  • Força Corante
  • Coloração
  • Dispersão (vamos falar detalhadamente sobre dispersão dos pigmentos em outros próximos artigos)
  • Opacidade e transparência
  • Resistência aos álcalis e ácidos
  • Reações e interações entre pigmentos

Todos estes fatores são levados em conta quando a indústria de tinta escolhe os pigmentos que vão fazer parte do seu rol de matérias-primas. São determinantes para a qualidade da tinta, como produto final.

Além de conferir a COR à tinta, são os pigmentos responsáveis pelos fatores elencados acima, importantíssimos para a qualidade, durabilidade e adequação do produto gráfico final.

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Vamos encerrar momentaneamente, com este post, a série de artigos sobre pigmentos. Claro que voltaremos sempre ao assunto, pois como fabricantes de cores, os pigmentos estão na nossa rotina. Mas vamos falar também sobre outras matérias-primas que compõem a tinta gráfica offset.

Acompanhem!

Se você gostou, veja também...

SECAGEM DAS TINTAS OFFSET on May 15th, 2011

Eco Friendly Printing (Post 6) on August 15th, 2010

Tintas e Impressos de Segurança (Post 14) on September 30th, 2010

Tintas e Impressos de Segurança (Post X) on August 5th, 2010

A História da Indústria Gráfica (Post 21) on January 17th, 2011

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