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10ago/10

A História da Indústria Gráfica (Post 13)

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No último dia 02 de Agosto, dentro da série História da Indústria Gráfica, publicamos um artigo especial sobre A Bíblia de Gutemberg.

Agora, voltamos a cronologia da História, desde 1.962, quando postamos a Estréia do Programa Silvio Santos na televisão.

Então, vamos continuar...

1964

Primeira Fotocompositora rápida (Photon ZIP)

Fotocompositoras eletrônicas Linofilm Quick - Photon 713

Esta tecnologia foi introduzida em 1944, mas começou a ser realmente usada no final da década de 1950. As duas primeiras fotocompositoras foram o aparelho francês Photon e o Fotosetter da empresa Intertype.

Para estas máquinas, os typeface masters eram uma película transparente. Uma luz focada projetava uma imagem destes tipos sobre papel fotográfico. Um sistema óptico ajusta o tamanho, escalando a fonte ao corpo pretendido.

Em poucos anos, a fotocomposição fez desaparecer as máquinas de composição (Linotype, Monotype, Intertype).

Rene Alphonse Higonnet (1902 - 1983)

Rene Alphonse Higonnet (1902 - 1983)

Fonte Univers

Fonte Univers

A fotocomposição foi designada «composição a frio» (Cold Type), por oposição à linotipia, chamada «composição a quente» (Hot Type).

Louis Marius Moyroud e Rene Alphonse Higonnet foram os primeiros a desenvolver uma máquina de fotocomposição funcional.

Antes da difusão e popularização de fontes através da sua digitalização, veio a etapa da fotocomposição. Para esta tecnologia, Adrian Frutiger foi um especialista de «transição», acelerando a passagem dos desenhos do caractére de metal para os suportes fotográficos.

A fonte Univers aponta para o momento da bifurcação das tecnologias, pois foi desenhada por Frutiger em paralelo para dois suportes: para a composição com tipos de metal (Hot Type) e para a fotocomposição (Cold Type).

VIDEOTAPE (videoteipe) revoluciona as transmissões de TV

A televisão passou do processo mecânico para o eletrônico com uma definição de 30 linhas, mas a gravação em disco não havia sido abandonada, isto só iria ocorrer em 1936, com a mudança de 30 para 405 linhas de definição.

Quadruplex - primeiro sistema de gravação de imagens e sons desenvolvido pela Ampex, em 1956.

Seguindo o caminho do desenvolvimento dos processos de gravar o som, o vídeo passou também a desenvolver técnicas de gravação em fita magnética, sendo que os primeiros grandes progressos começaram em 1950.

No ano de 1956, em 14 de abril, dois cientistas da americana Ampex, Charles Ginsberg e Ray Dolby, revolucionaram o modo de fazer televisão com o invento do "videoteipe". Deste modo não chegaria mais aos olhos do telespectador os erros e improvisos da televisão feita ao vivo. As produções podiam ter seus trabalhos melhor acabados.

Mas não foi fácil chegar ao invento. A dificuldade estava em armazenar muito mais informações que o áudio. Se fosse utilizado o mesmo processo de gravação do som, haveria a necessidade de 35,5 metros de fita para armazenar informações de 01 segundo de imagem, e para 01 hora, 127.800 metros de fita, sem contar é lógico que a fita teria de passar na cabeça magnética a uma velocidade de mais ou menos 130 quilômetros por hora.

O que foi feito então? Manteve-se a mesma velocidade de fita que do gravador de som, ou seja, 38 centímetros por segundo (15 polegadas por segundo), mas para que a gravação ganhasse maior velocidade fizeram também com que a cabeça magnética também girasse.

Resumindo, o videoteipe inventado era assim: a fita teria de ser de 05 centímetros ou 02 polegadas de largura, tendo uma velocidade de 38 centímetros ou 15 polegadas por segundo, passando por um conjunto em forma cilíndrica de 04 cabeças dispostas a 90 graus cada uma que tanto gravavam quanto reproduziam e giravam a 240 rotações por segundo, e recebeu o nome de Quadruplex devido as cabeças se encontrarem em forma de quadrante.

O videoteipe foi usado pela primeira vez no Brasil em 1958, com a apresentação de "O Duelo", de Guimarães Rosa, pelo programa "TV de Vanguarda", da TV Tupi de São Paulo. O equipamento era utilizado de forma precária pois não havia possibilidade da edição (montagem). Walter George Durst, responsável pelo programa, dispunha de uma fita de apenas uma hora de duração e por isso as cenas tiveram de ser exaustivamente ensaiadas e cronometradas. Quando a fita terminou, ainda faltavam as cenas finais, que foram feitas "ao vivo" após a exibição da parte gravada.

No Brasil, o videoteipe passou a ser usado definitivamente com o programa humorístico de Chico Anísio, na primeira metade da década de 1960.

Gostaram? Temos muitos artigos ainda na rica História da Indústria Gráfica. Acompanhem!

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