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29jul/10

O Nome das Cores

Este post não está relacionado a nenhuma das nossas séries, muito embora se encaixe perfeitamente bem na História da Indústria Gráfica ou Controle da Cor.

Mas, até mesmo para arejarmos um pouco os nossos posts, vamos fazer uma leitura mais voltada ao interesse geral.

Como todos os gráficos, somos apaixonados por cores, tanto é que o nosso slogan é A Cor está em nosso DNA.

Então, mesmo dando um tempo aos posts das séries, continuamos a falar de cor, só para variar...

Acho que vão gostar, vamos lá!

O Nome das Cores

Muitos dos que trabalham com tintas, provas, acerto de cores, já devem ter se perguntado porque o vermelho se chama vermelho, amarelo se chama amarelo e assim por diante com as demais cores.

Quem inventou esses nomes?

Bem, perdeu-se ao longo dos séculos e está intimamente ligado ao estudo filológico das línguas.

A origem desses nomes remonta, na sua estrutura, do grego, do latim e do árabe, dando origem às línguas latinas, das quais o português é um dos ramos.

A língua portuguesa formou-se na Península Ibérica (Espanha, França e Portugal). O homem, naquele tempo, designava as cores conforme o que enxergava à sua frente, com símbolos que lhes fossem familiares.

Dessa maneira, a origem dos nomes das cores é conforme se segue:

Amarelo - vem do árabe antigo Amirahah, ou homem amarelo, numa alusão aos orientais.

Vermelho - do latim Vermiculu, cor do sangue.

Azul - do árabe antigo Azulaih, cor dos céus.

Violeta - do latim Viola, a flor violeta é a única da família dos vegetais com essa cor.

Branco - de origem anglo-saxônica (alemã), Blanck ou Blank, a neve no pico das montanhas.

Negro - do latim Nigrus ou homem negro.

Mas os colegas das áreas de impressão, Pré-impressão e Criação perguntarão como surgiu e por que a designação CMYK.

No final dos anos 50, surgiram os primeiros scanners e computadores. Como eram equipamentos modernos, rápidos, trouxeram também a necessidade de uma terminologia para as cores, que fosse entendida por todos e o que é mais importante, universalmente. Era o início da globalização da informação.

Para que se tenha uma idéia, o CYAN era, conforme a língua, azul esverdeado, azul-esmeralda, ou ainda, azul-mediterrâneo.

O MAGENTA, era conhecido como púrpura, vermelho purpurado, rosa-sangue, vermelho azulado, carmim ou carmezim-escuro.

Na Dupra de 1960, ficou estabelecido que teria um concurso internacional aberto a todos os países que quisessem enviar sugestões em suas línguas nativas para os nomes das cores. Porém, a palavra ou sinônimo para a cor deveria seguir com um estudo filológico e histórico do termo, sua origem e o motivo do nome.

O Brasil, em 1959, mandou por intermédio da ABTG nomes em tupi-guarani, seguido da Argentina e Paraguai, em guarani, e dos Estados Unidos, que enviaram em língua cherokee para as três cores primárias, e para o preto, a denominação black (escolhida em homenagem ao movimento negro americano).

Após dias de leitura e análise, em comissão aberta, prevaleceram as quatro palavras:

imagem cyanCyan - De origem grega Kyanós (em português Ciano), que significa o azul esverdeado da costa dos mares da Grécia, palavra citada em vários poemas gregos e na história de Ulisses.

imagem magentaMagenta - De origem italiana, magenta que é a mistura do sangue humano com a neve. Teve origem em um poema em que a última estrofe dizia: "...e todos os campos ficaram cobertos de magenta". Em 4 de junho de 1859, houve uma batalha sangrenta entre franceses e austríacos, da qual praticamente não houve vitoriosos, os corpos ensanguentados dos soldados mortos misturados à neve e sob o reflexo do sol, apresentavam a cor retratada no poema.

yellow-submarine2Yellow - De origem inglesa (amarelo para nós). A cor mais presente na natureza e a que se mistura com a maior quantidade de outras cores. Prevaleceu, também, pela facilidade da pronúncia, e pela influência do inglês que começava a predominar (1960).

black pantherBlack - De origem inglesa-americana (preto para o português). Como o amarelo, prevaleceu pela facilidade da pronúncia, influência da língua naqueles anos, e como homenagem ao movimento negro americano, que já, então, arrebatava grandes e apaixonadas opiniões mundiais, tendo à frente o seu lider Martin Luther King Jr.

Estava findada a terminologia do sistema CMYK, de Cyan, Magenta, Yellow e Black. O preto foi identificado com K (última letra de Black) e não B, para não confundir com a inicial de outras cores, como o azul (Blue), por exemplo.

Para quem trabalha e gosta de cor é um artigo bem legal, não é?

Vamos sempre publicar posts assim.

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