SELLERINK BLOG
1abr/13

Agência Peralta aguça sentidos em campanha para BACARDI

Fonte: AdNews.

Um cheiro forte de maçã verde invadiu o Bar Bárbaro, localizado em São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 30 de Agosto de 2012. Música alta e luzes fortes acompanharam a apresentação da nova campanha do Bacardi Brasil para seu produto Bacardi Big Apple. Assinada pela Peralta, o "manifesto" - como é chamado pela empresa -  veiculado nacionalmente, com estreia no dia 2 de setembro de 2012 e contemplará diversos tipos de mídia, como televisão (aberta e fechada), rádio, revistas e internet. O Adnews esteve no evento e traz os detalhes da ação.

A campanha

bacardi_bigapple_int(1)O carro-chefe é um filme de um minuto e meio exibido na Globo, além de ter inserções na Record, Bandeirantes e TV a cabo. "O objetivo é consolidar o sucesso do Bacardi Big Apple", revela Alexandre Peralta, presidente da agência responsável pela ação. O vídeo e o restante da campanha brincam com o conceito sensorial. A meta é aguçar os sentidos do consumidor por meio do cheiro da bebida, seu gosto singular, além de uma nova garrafa cujo rótulo brilha sob luz negra (tinta reativa a Luz UV desenvolvida pela Sellerink para aplicação em Flexo UV ou Offset UV, inclusive em SLEEVE - Sic). A ligação com a audição vem do público alvo: os frequentadores de balada.

O vídeo mostra quatro personagens cujas cabeças são uma boca, um nariz, uma orelha e um olho, respectivamente. Eles são libertados de um "julgamento" após uma manifestação popular. A ideia casa com a idolatria dos amantes da marca. Um consumidor chegou a tatuar a garrafa do produto na pele. No Rio, onde a Big Apple é líder do setor de Rum com Vodka, um funk foi criado para homenagear a marca.

Quando assinou com a agência de Peralta, em março deste ano, a Bacardi objetivou aumentar o market share em dois pontos. A parceria está indo tão bem que a meta deve aumentar. A cobrança também. Quem faz a revelação é Fabio DiGiammarco, CEO da empresa no Brasil. "A cabeça criativa do Peralta e das pessoas da agência é simplesmente fantástica", elogia o executivo, que atenta para uma exigência: "que as ações sejam executadas de modo perfeito".

Responsabilidade social

Durante a cerimônia de anúncio da campanha, Veridiana Carvalho, gerente de marca da empresa, disse que o público alvo do Big Apple é formado por jovens de 18 a 24 anos que frequenta festas e baladas e pensa que "aquele pode ser o último momento da vida dele". Triste coincidência, pois segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o álcool mata 320 mil jovens e adolescentes por ano.

De acordo com DiGiammarco, a Bacardi possui uma política de conscientização para evitar o pior. O CEO revela que na página do Facebook da companhia – que possui média de 3 mil novos fãs diários - um em cada quatro ou cinco posts incorpora o conceito de motorista da vez, aquele que vai para a balada e não consome álcool para poder dar carona aos amigos. "O embaixador de nosso programa Campeões Bebem Responsavelmente é o Rafael Nadal”, lembra DiGiammarco.

Segundo Peralta, para a publicidade o assunto está bem acomodado por regulamentação que estipula horários adequados para que campanhas deste tipo de produto sejam veiculadas, por exemplo. "Temos órgãos que ajudam a fiscalizar esse tipo de comunicação [...] ela é feita de maneira muito profissional e eficiente".

Comentário Sellerink: O rótulo Bacardi com tinta reativa da Sellerink é impresso pela FLEXCOAT PRODUTOS ADESIVOS S/A, com sede em Louveira-SP.

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26fev/13

SOLUÇÃO DE FONTE – BALANÇO ÁGUA-TINTA

Em vários posts falamos sobre solução de molhagem (ou solução de molha, solução de fonte), importante insumo na impressão offset e fundamental na qualidade do impresso.

Hoje vamos abordar a relação da solução de fonte com a tinta e as principais características desse interlacionamento.

Solução de Molhagem – Tinta

A impressão offset depende do equilíbrio entre a quantidade de água e a quantidade de tinta alimentadas. O primeiro quesito é que o sistema produza emulsão estável de água em tinta; o segundo é que não ocorra emulsão de tinta em água. A emulsão controlada é desejável visto que, se a tinta for completamente resistente à água, haverá limitação na transferência da tinta da chapa para a blanqueta e afinamento de ponto. Entretanto, a quantidade de água dispersa na tinta deve permanecer constante, caso contrário ocorrerá tingimento, escumação e acúmulo. Uma boa tinta deve admitir cerca de 10% a 20% de água emulsionada; nestas condições, a tinta distribui e transfere bem na rolaria e desta para a chapa, para a blanqueta e para o papel.

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Os dois principais ingredientes da solução de molhagem são a goma dessensibilizante (goma-arábica) e um ácido (ácido fosfórico). O ácido converte a goma em ácido livre contendo grupos carboxílicos, responsáveis pela adsorção da goma ao metal. Além disso, o ácido também tem propriedades dessensibilizantes. A quantidade de ácido deve ser suficiente para converter o máximo de goma-arábica em ácido arábico livre. Além desse ponto, o excesso de ácido pode comprometer a secagem das tintas formuladas com óleos secativos.

Cerca de 40% da solução de molhagem que umedece a chapa é transferida para o sistema de entintamento e é distribuída de modo não-uniforme sobre os rolos distribuidores. Parte da solução chega a alcançar o tinteiro da impressora e, a parcela não evaporada, mistura-se com a tinta, reduzindo o tack e aumentando a viscosidade; ambos os efeitos prejudicam a distribuição e a transferência da tinta.

Na rolaria, a solução é incorporada à tinta na forma de gotículas. Esse processo é chamado de emulsão água–tinta. Visto que a distribuição da solução no sistema de tintagem não é uniforme, pode ocorrer diferenças localizadas de tack e viscosidade da tinta. Quanto maior o tack da tinta, menor o efeito do emulsionamento. Quando o filme de tinta é dividido entre as superfícies dos rolos, as gotas de solução são expostas, prejudicando a transferência.

A inter-relação tinta–água na impressora é uma função dinâmica que depende do mecanismo de divisão dos filmes de água e tinta. Devido à elevada coesão das tintas, a divisão sempre ocorre no filme de água, evitando a transferência da tinta para as áreas de contragrafismo da chapa e garantindo a formação de um filme contínuo de água naquelas áreas. Portanto, só a umectação não é suficiente para entender o fenômeno; é necessário considerar a coesão e a transferência da tinta.

Balanço Água – Tinta

Cada trabalho tem o seu próprio ponto de equilíbrio entre a quantidade de tinta e a quantidade de solução de molhagem necessários. Existe um estreito intervalo no qual a tinta e a solução se inter-relacionam de modo estável. A falta de água é facilmente percebida, visto que ocorre entupimento de pontos nas áreas de sombra (seco); entretanto, o excesso de solução não é sempre facilmente percebido a menos que seja exagerado. Um pequeno excesso causa emulsão, atrasa a secagem da tinta, reduz o brilho e a resistência à abrasão do impresso. Portanto, não se deve usar mais do que a quantidade absolutamente necessária de tinta para obter a saturação desejada, e a quantidade absolutamente necessária de solução de molhagem para manter limpas as áreas de contragrafismo da chapa.

Visto não existirem parâmetros ou instrumentos para medir as quantidades de tinta e de água alimentadas no sistema de impressão, mas apenas a habilidade e a experiência dos impressores, recomenda-se o procedimento abaixo no acerto de cada trabalho:

• zerar o tinteiro ao final de cada trabalho;

• colocar a tinta no tinteiro até o nível recomendado no manual de operação da impressora;

• girar o rolo do tinteiro e fechar os parafusos até que o rolo pareça limpo (sem encostar a faca no rolo do tinteiro);

• abrir os parafusos uma volta e girar o rolo do tinteiro para verificar se o filme de tinta é uniforme por toda a extensão do rolo;

• acertar a catraca (ou a rotação) do rolo do tinteiro na posição central;

• acertar a catraca (ou a rotação) do rolo da banheira na posição 1/4 do máximo;

• verificar as pressões dos rolos dos sistemas de molhagem e tintagem;

• começar a impressão com pouca tinta e pouca água;

• aumentar alternadamente água e tinta, em pequenos incrementos, até obter a saturação desejada;

• durante a impressão, se o impresso parecer lavado, tentar sempre reduzir a alimentação de solução de molhagem antes de aumentar a alimentação de tinta;

• procurar sempre a menor quantidade de tinta necessária para alcançar a densidade desejada, e a mínima quantidade de solução de molhagem necessária para manter  limpas as áreas de contragrafismo da chapa.

Resistência à Abrasão

As tintas absorvem cerca de 25% a 40% de solução de molhagem durante a impressão. Na impressão de suportes não-absorventes essa solução não é absorvida pelo suporte; a água evapora e deixa os demais componentes concentrados na tinta. Algumas soluções contém glicerina, poliglicóis, ferrocianeto ou substitutos do álcool não-voláteis que impedem a secagem das tintas. Todos esses fenômenos prejudicam a ancoragem da tinta no suporte e sujeitam o filme de tinta à abrasão.

Solução de Molhagem – Chapa

O propósito da solução de molhagem é evitar a presença de tinta nas áreas de contragrafismo da chapa; a molhagem deve ser contínua para evitar que essas áreas se tornem sensibilizadas, caso contrário ocorrerá velatura.

O isopropanol pode reagir com a camada fotossensível da chapa.

As chapas que exigem limpeza freqüente indicam algum tipo de problema, principalmente relacionado ao pH, à condutividade ou à concentração de goma da solução de molhagem.

Continuaremos a publicar matérias técnicas sobre solução de molha  e a inter-relação com a tinta na impressão offset. Estamos também acompanhamento a tendência da eliminação ou diminuição do volume de isopropanol na solução. Para o sucesso deste programa, a tinta tem papel fundamental e a Sellerink já desenvolveu produtos adequados ao uso de solução de fonte sem álcool.

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12dez/12

TINTAS DE SEGURANÇA

Cambistas foram presos nos arredores do Morumbi vendendo ingressos falsos para São Paulo x Tigre. Cuidado

REPRODUÇÃO MENCIONADA

"Dez cambistas foram presos nos arredores do Morumbi no fim da tarde de hoje.

Eles vendiam bilhetes de entradas falsos para a decisão da Copa Sul-Americana.

Os cambistas foram identificados por policiais à paisana.

Pediram entre R$300 e R$500 por ingresso.

A direção do São Paulo também colocou pessoas à paisana nessa quarta-feira para descobrir se havia venda irregular das entradas para a decisão e avisar a polícia.

Visualmente, as entradas apreendidas podem confundir quem nunca viu as originais, mas ao tocá-las é possível notar que são falsas, pois a qualidade do papel é muito ruim." De Vitor Birner

Por isso sempre recomendamos em nossas palestras que os documentos de valor tenham tintas de segurança que permitam a fácil visualização do documento verdadeiro.

Se o assunto te interessa, procure saber mais nos nossos posts sobre tintas de segurança ou escreve para nós.

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16set/12

Homens e Mulheres enxergam de maneiras diferentes

Fonte de pesquisa:; BBC Brasil

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Se você chega em casa recém-saída do cabeleireiro, com um tom de tintura vermelha que nunca antes havia se atrevido a usar, e seu marido a recebe com um "que lindos esses seus novos brincos", em referência a um presente de uma prima que você quase deixou de lado, pense duas vezes antes de se irritar e gritar com ele.

Não se trata -neste caso ao menos- de falta de interesse, atenção e muito menos de carinho.

De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos, os olhos dos homens são mais sensíveis aos pequenos detalhes e aos objetos que se movem em grande velocidade, enquanto as mulheres distinguem cores com mais facilidade.

Isaac Abramov, professor de psicologia do Brooklyn College, foi o responsável por dois estudos paralelos para determinar essas diferenças.

Em um deles, apresentou aos participantes uma amostra de uma cor específica e pediu a eles que a descrevessem empregando uma série de termos pré-determinados.

Desta forma, o psicólogo e sua equipe descobriram que homens e mulheres descreviam a mesma cor diante de seus olhos usando termos diferentes.

"Ambos veem o azul como azul, mas que porcentagem de vermelho veem na cor difere se o indivíduo é homem ou mulher", disse Abramov.

Assim se explica por que as mulheres são melhores quando se trata de combinar cores ou de buscar tons semelhantes entre si.

Um ponto no horizonte

O outro estudo conduzido pela mesma equipe se concentrou em como cada sexo percebe os detalhes e as imagens em movimento.

Os homens detectam os detalhes, por mínimos que seja, com mais facilidade.

"Por exemplo, se um avião ingressa em nosso campo visual, como um ponto ínfimo no horizonte, o homem o notará antes da mulher", diz o cientista.

"Ou se uma pessoa tem tendência a tornar-se míope com o tempo, se for homem, levará mais tempo até que tenha que usar óculos", acrescenta.

Diferenças

As hipóteses para explicar as razões por trás dessas diferenças são várias e dão início a uma série de debates, diz Abramov.

"Uma explicação possível é que no cérebro se encontram receptores do hormônio masculino, testosterona, e a maior concentração desse hormônio está na parte superior do cérebro -o córtex cerebral- que é a principal zona visual", destaca.

"Por que essa região do cérebro é tão sensível à testosterona também é uma questão de especulação", acrescenta.

Evolução

Outra teoria está relacionada com a evolução.

Os homens, em seu papel de caçadores, evoluíram suas capacidades que o permitiam avistar à distância uma presa ou um animal que pudesse representar uma ameaça com maior precisão, enquanto as mulheres aperfeiçoaram suas capacidades para melhorar seu desempenho como coletoras.

Abramov deixa claro que todas essas diferenças são sutis e que afetam a visão em seu nível mais primário.

Sem dúvida, por ser uma diferença biológica, não é possível treinar o olho para "melhorar" no que faz pior.

Além disso, isto não afeta a percepção -ao menos no que se sabe até o momento- já que esta se alimenta de muitos outros fatores, como a educação, a memória e os interesses.

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4set/12

Security Inks – Segurança Impressa Anti-Fraudes

Medicamentos falsificados ou irregulares

Diante do crescimento da falsificação de medicamentos no Brasil, a Anvisa lançou a campanha "Medicamento Verdadeiro" para alertar a população sobre os riscos do consumo de medicamentos falsificados. Veja a reportagem publicada pela revista online Acesso Brasil, Mercado e Políticas Públicas de Medicamentos.

O consumo de remédios falsificados, contrabandeados ou sem registro de órgãos reguladores cresceu não somente no Brasil, mas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A justificativa para a rápida acessibilidade é que os medicamentos adulterados são fáceis de fabricar e podem ser comercializados a preços baixos.

A organização prevê também que cerca de 25% dos medicamentos utilizados em países em desenvolvimento, como Brasil, Índia, Rússia e Turquia, são contrafeitos ou de qualidade ruim. A incidência não atinge apenas as nações em expansão e generalizou-se nos países mais ricos. Outra estimativa da OMS trata das vendas dos remédios. Apenas em 2010, mais de 16% das comercializações serão de produtos ilícitos. Segundo as estimativas, a referência representa o prejuízo de US$ 75 bilhões no faturamento da cadeia farmacêutica mundial.

medicamento-falsificadoO Brasil produz, distribui e comercializa anualmente, mais de 1 bilhão de remédios e o segmento nacional ocupa a nona colocação no mercado mundial. Mas, devido à falta de uma legislação vigente, o número de apreensões de medicamentos adulterados, somente nos anos de 2008 e 2009, aumentou 730%. No topo da lista dos mais falsificados estão os medicamentos para disfunção erétil.

Estimativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que nos últimos dois anos foram apreendidas mais de 350 toneladas de produtos falsificados. Do total, cerca de 95% dos itens confiscados foram remédios sem registro na agência. De acordo com especialistas, o sucesso da apreensão deu-se por conta dos trabalhos realizados contra falsificação e campanhas educativas.

Campanha “Medicamento Verdadeiro”
Para alertar a população sobre os riscos do consumo de medicamentos clandestinos, além de ensinar o consumidor a diferenciar um remédio verdadeiro de um falso, a Anvisa, com o apoio institucional do Ministério da Justiça, lançou a campanha “Medicamento Verdadeiro”. Uma das finalidades da iniciativa é combater a pirataria e contrafação dos produtos de saúde a partir de ações de conscientização. “Ao contrário de um CD ou tênis, no caso dos medicamentos, o dano pode ser a morte”, ressaltou Dirceu Raposo de Mello, diretor-presidente da agência.

“A campanha é uma iniciativa da Anvisa. O Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do MJ, propõe o combate à pirataria e contrafação de uma maneira geral. Há convicção dentro do conselho, inclusive com a criação e elaboração do primeiro Plano Nacional de Combate à Pirataria (PNCP) em 2005, que a pirataria, por sua complexidade, deve ser enfrentada por diversos campos. Contém medidas voltadas a ter a oferta dos produtos por meio da repressão, mas também tem a necessidade de investigar a demanda. A investigação da demanda se faz por dois caminhos: através de medidas educativas e por meio de medidas econômicas. É nesse conceito que a campanha “Medicamento Verdadeiro”surge com a proposta de levar ao cidadão brasileiro algumas informações sobre os malefícios e riscos que decorrem do consumo de produtos dessa natureza, protagonizando o cidadão nessa luta contra a pirataria a partir do exercício de consumo consciente”, explica André Barcellos, secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP).

De acordo com Barcellos, a campanha foi elaborada para alertar o consumidor. Os usuários de medicamentos devem adotar mecanismos de segurança, assim exercem o direito ao consumo de forma consciente. “A pirataria, de modo geral, é um problema relacionados ao crime organizado, evasão fiscal, acirra o problema do desemprego e põe a saúde e a segurança do consumidor em risco”.

Douglas Duarte, coordenador técnico-regulatório da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), 4098095378_41b72055a9afirmou que a entidade, a favor do desenvolvimento sustentável da indústria farmacêutica nacional, apoia a campanha da Anvisa. “A iniciativa promoverá a diminuição da falsificação e desvio de medicamentos, ocorrências que prejudicam a população por não saber se o remédio comprado é ou não verdadeiro, e às indústrias, que podem garantir a qualidade de seus produtos até o momento em que são distribuídos, além de sofrerem com a concorrência desleal e ilegal dos medicamentos falsificados e roubados”, afirma.

De acordo com Duarte, a campanha visa combater a falsificação, roubo e desvio de medicamentos, através dos mecanismos de identificação única de cada remédio que poderá ser rastreado ao longo de toda a cadeia de distribuição até o consumidor final. Contudo, a implementação deste sistema possui diversos desafios a serem vencidos. “Como a administração de um banco de dados que tenha acesso às informações necessárias de cada passo do medicamento, a escolha de ferramentas que possibilitem a identificação individual de cada medicamento e a adesão de todas as drogarias habilitadas a dispensar medicamentos”, avalia.

Mídias
Filipetas, displays, jingles e um filme de 30 segundos para ser televisionado são algumas das formas que o consumidor poderá consultar para diferenciar o produto original do adulterado. A agência também elaborou uma cartilha voltada aos policiais que atuam na repressão e combate à pirataria.

“Toda campanha educativa e de conscientização pressupõem um plano de comunicação e a ANVISA, como idealizadora dessa campanha, tem plano que vai se dar tanto em estabelecimentos farmacêuticos, por meio de cartazes, quanto por inserção em outros veículos de comunicação, como rádio, TV e a própria internet”, esclarece Barcellos.

Na avaliação de Duarte a campanha deve ser muito bem elaborada e o sucesso só poderá ser alcançado caso haja a colaboração de todo o setor. “Os meios escolhidos pela Anvisa são de alta penetração em todas as classes sociais, desde que utilizadas corretamente”. A agência sinalizou que está fazendo reuniões periódicas para atualização das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais para que auxiliem nesta campanha.

O secretário-executivo do CNCP também afirmou que o MJ está totalmente à disposição da agência para propagar e reforçar as ações da campanha. “A iniciativa vem em boa hora, em função da preocupação que o Governo tem com o problema da falsificação de medicamentos, pelos riscos que representa não somente a violação dos direitos de propriedade intelectual, mas por representar um risco à saúde”.

Penalidades
As penas aplicadas aos estabelecimentos farmacêuticos que comercializarem medicamentos falsificados estão definidas na Lei 5991/74. A penalidade varia desde o pagamento de multa até a cassação definitiva da ordem para funcionar. Para Duarte, a fiscalização das farmácias e drogarias pela Anvisa e Conselhos Regionais de Farmácia é a ferramenta principal para autuar e penalizar as empresas que comercializem medicamentos alterados, falsificados, adulterados ou fraudados, previsto na legislação.

“Na esfera criminal, teremos que avaliar cada caso. Há uma previsão do Código Penal denominando que a venda, comercialização, exposição, manutenção e estoque de medicamentos falsificados é um crime classificado como hediondo, um crime contra a saúde pública, que tem uma pena mínima estabelecida de 10 anos”, afirma Barcellos.

Consumidor
Diversos fatores, como o preço, acessibilidade e falta de informação, podem levar o consumidor a adquirir um medicamento clandestino. Especialistas afirmam que além dos preços, a boa fé do usuário em acreditar nos benefícios dos medicamentos é outro critério que leva a aquisição.

“Quem compra um medicamento - e isso é o que diferencia o consumo de medicamentos falsificados em relação a outros tipos de produtos falsificados - dessa natureza não sabe que o produto é adulterado. É diferente de um CD, óculos, tênis, roupas, uma contrafação evidente de marcas até pelo local onde se adquire. Quem escolhe um medicamento falsificado não tem ideia dos riscos a que está se submetendo” explica o secretário-executivo do CNCP.

O coordenador técnico-regulatório da Alanac ressalta que a população não tem interesse em adquirir medicamentos irregulares, exceto para fins ilícitos ou na tentativa de burlar os mecanismos de controle de medicamentos sujeitos a controle especial. “Por ser um produto de necessidade básica, o paciente deseja sempre ter a certeza de que o medicamento adquirido é original, registrado na Anvisa e conservado corretamente, para que o efeito terapêutico seja aquele esperado para aquele tratamento”. Duarte alerta que o consumo de medicamentos não registrados, ou que não têm procedência conhecida, pode ser muito prejudicial à saúde. “Agrava-se os sintomas da doença em tratamento, ou ineficácia terapêutica, e ainda pode causar intoxicações severas, que podem colocar em risco a vida do paciente”.

Barcellos informa que qualificar o consumidor sobre os malefícios da pirataria, contrafação e apresentar boas indicações de onde adquirir o medicamento aumenta o poder de decisão na escolha dos produtos e diminui os riscos de afetar irreversivelmente a saúde.

Fonte: Revista Acesso Brasil

thermochromicA Sellerink tem uma gama de tintas reativas, para segurança de embalagens e bulas, tanto para impressão offset como impressão flexográfica UV (inclusive para alumínio), que pode ajudar a coibir a falsificação de medicamentos e outros produtos.

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